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Fabricantes de turbinas eólicas veem 'lição a aprender' com inflação de custos permanente

Placeholder - loading - Turbina eólica em Fortaleza, no Nordeste do Brasil. REUTERS/Paulo Whitaker
Turbina eólica em Fortaleza, no Nordeste do Brasil. REUTERS/Paulo Whitaker

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Por Letícia Fucuchima

SÃO PAULO (Reuters) - As fabricantes de turbinas para geração de energia eólica ainda estão aprendendo a lidar com uma inflação de custos que deve perdurar pelos próximos anos, em meio à alta de preços de commodities e à forte demanda por equipamentos eólicos na transição energética global, disseram executivos que participaram nesta quarta-feira do evento Brasil Wind Power.

Grandes multinacionais, como Siemens Gamesa, Nordex e Vestas, avaliam que a indústria eólica está 'doente', dada a piora de rentabilidade dos negócios observada em todo o mundo, e precisa achar uma solução para recuperar sua lucratividade.

Rodrigo Ferreira, head de procurement da Vestas para a América Latina, disse que o 'imprevisível' foi a tônica dos últimos anos. 'Se soubéssemos de tudo isso (pandemia, guerra na Ucrânia), a precificação (dos contratos de fornecimento de equipamentos) não seria a mesma'.

Segundo ele, a indústria de aerogeradores ainda não conseguiu achar uma forma de se adaptar à volatilidade recente de custos --cenário que deve persistir, dada a pressão para que a indústria mundial 'dobre ou quadruplique' de tamanho até 2030.

'As mesmas commodities que o setor eólico consome são as mesmas do setor solar, de automóveis elétricos... Haverá uma demanda global muito maior por aço, cobre, alumínio', acrescentou Ferreira.

Para o diretor de compras da Nordex no Brasil, Marcelo Aparecido da Costa, as fabricantes de aerogeradores ainda enfrentarão pelo menos dois anos de resquícios da pandemia e da inflação mundial nos custos.

'Vamos ver uma nova onda de aumento de custos na cadeia que vai demorar para ser absorvido', disse Costa.

Já o diretor da WEG Energia, João Paulo Gualberto da Silva, disse enxergar uma melhora de rentabilidade a partir de meados de 2023, quando alguns contratos de fornecimento de equipamentos firmados antes da pandemia, em outro contexto de custos, começarão a sair da carteira das companhias.

Fabricantes de turbinas vêm lutando para lucrar com a forte demanda global por energia limpa, enquanto lidam com o aumento dos preços de matérias-primas, custos logísticos e altas taxas de importação.

Neste ano, a General Electric, uma das principais fornecedoras do setor de energia eólica, anunciou a interrupção de suas vendas de aerogeradores no Brasil, pressionando a cadeia de suprimentos local.

NOVAS SOLUÇÕES

Para o executivo da Vestas, há uma agenda propositiva a ser explorada para que as empresas saiam do vermelho, como melhorias tributárias e novas estratégias de precificação dos contratos.

Felipe Ferrés, country manager da Siemens Gamesa no Brasil, ressaltou que as soluções para enfrentar o cenário desafiador de custos não são simples. 'Não adianta só pegar meu risco e passar para o quintal do vizinho', disse.

Ferrés defende a aplicação de uma 'engenharia financeira', com instrumentos financeiros que permitam, por exemplo, fazer hedge de custos de matérias-primas importadas. Para ele, as soluções devem ser debatidas e aplicáveis a todas as companhias, numa espécie de 'padronização' para beneficiar a indústria local como um todo.

(Por Letícia Fucuchima)

Escrito por Reuters

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